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01/07/2016 - 08h00 | Atualizado em 30/06/2016 - 16h57

Startup cria aplicativo para agilizar processo de saída de alunos nas escolas

Filho sem Fila permite que pais avisem o colégio com antecedência sobre o momento de sua chegada; serviço é contratado pelas instituições e gratuito para os usuários

Leonardo Gmeiner, CEO do Filho sem Fila: praticidade e segurança para escolas, pais e alunos
Leonardo Gmeiner, CEO do Filho sem Fila: praticidade e segurança para escolas, pais e alunos
Foto: Divulgação

SÃO PAULO - A plataforma da startup Filho sem Fila tem como objetivo dar mais agilidade e segurança aos pais na hora de buscar seus filhos na escola. Com um aplicativo que funciona por geolocalização, o pai ou a mãe vincula seus dados aos de seu filho e consegue avisar a escola que está chegando, para que prepare a saída do aluno e ele esteja no pátio no momento exato de sua chegada.

Ao contratar o serviço, a instituição de ensino pode delimitar uma 'cerca eletrônica' com determinada distância do local. Quando esse raio é ultrapassado pelos pais, o aplicativo gera um alerta automático, calculando o tempo que resta até eles chegarem à escola.

Em funcionamento desde fevereiro de 2014, a empresa de Santo André, na região do ABC paulista, já trabalha com 86 escolas e um número aproximado de 26 mil alunos. Os responsáveis pelas crianças, que somam 45 mil usuários, não precisam pagar para usar a plataforma.

De acordo com o CEO do Filho sem Fila, Leonardo Gmeiner, o aplicativo tem reduzido o tempo de espera dos pais em 75%. "Calculamos que o processo de saída dos alunos que acontece na maioria das escolas demora entre 15 e 30 minutos. Com o nosso sistema, esse tempo tem caído para uma média arredondada de 1 minuto", afirma.

Ao baixar o aplicativo no smartphone, o pai ou a mãe tem a opção de cadastrar no sistema quais outros responsáveis podem buscar a criança na escola.

Para a escola

O serviço da startup inclui, além da plataforma, duas interfaces para serem usadas pelo colégio. A primeira, instalada na portaria, permite que o funcionário visualize fotos dos alunos e documentos de quem está chegando para buscá-los. Em seguida, registra o check-out da criança no sistema e automaticamente ela sai da fila virtual que aparece na tela da plataforma.

A 'interface de pátio' apresenta as mesmas informações, além da classe de cada aluno, possibilitando ao responsável pela orientação da saída organizar com mais rapidez o momento do embarque nos automóveis.

Gmeiner explica que a startup, inicialmente, surgiu como spin-off - criação de um negócio a partir de um grupo já existente - da Intuitive Appz, empresa de desenvolvimento de aplicativos por demanda na qual é diretor.

"Quando já tínhamos alguns clientes e vimos que o negócio poderia andar sozinho, entendemos que valeria a pena separar [o projeto da Intuitive Appz] e trabalhar como uma startup", conta.

Hoje, o Filho sem Fila tem faturamento mensal de R$ 26 mil e recentemente captou um aporte de cerca de R$ 250 mil com investidores anjos em um evento da Anjos do Brasil em parceria com o Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul (Itescs).

Para contratar o serviço, a escola paga uma taxa de implementação, além de uma mensalidade que varia de acordo com o número de alunos matriculados. Ao fechar negócio, a empresa também oferece uma consultoria para mostrar aos colégios a melhor maneira de introduzir a plataforma e de explicar o funcionamento aos pais.

Além de procurar agilizar o processo de saída dos alunos, o aplicativo conta com outra funcionalidade. Pelo smartphone, os pais e diretores da escola podem também agendar reuniões e enviar e receber circulares com comunicados.

Gmeiner conta que a ideia surgiu no final de 2013, quando estava na fila da escola para buscar seu filho e a demora estava maior do que a habitual. No mesmo momento começou a imaginar uma solução e ligou para a Intuitive Appz para avaliar a possibilidade da criação de um aplicativo que ajudasse a resolver o problema.

"Entendemos que o mercado aceitaria esse produto e começamos a fazer pesquisas com diretores e professores de escola, especialistas e pais de alunos. Em seguida passamos a desenvolver o aplicativo e lançamos uma primeira versão no final do ano [2013]", lembra. Hoje a equipe conta com mais três profissionais e atua em nove Estados.

Marco Bissi

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