Shopping News
24/05/2013 - 00h00

Dilson Stein e sua busca intensa por talentos da moda

Flashes, glamour, fama, reconhecimento. Talvez essas sejam as palavras que, no imaginário das pessoas, definam a profissão de modelo

Dilson Stein foi o responsável por mostrar Gisele Bündchen ao mundo
Dilson Stein foi o responsável por mostrar Gisele Bündchen ao mundo
Foto: Divulgação

Flashes, glamour, fama, reconhecimento. Talvez essas sejam as palavras que, no imaginário das pessoas, definam a profissão de modelo. Porém, nem tudo são flores. Segundo o scouter Dilson Stein, que há quase 20 anos foi responsável por descobrir o talento de Gisele Bündchen, e posteriormente as tops Alessandra Ambrósio e Carol Trentini, é preciso ter foco.

O caminho para o mundo da moda começou em 1983, quando deixou Horizontina, mudando-se para Porto Alegre, e se inscreveu em cursos de etiqueta, postura e manequim. Três anos depois, decidiu deixar a profissão de bancário para dedicar-se exclusivamente à carreira de modelo. Em 1987, durante uma visita à sua cidade natal, foi convidado para estruturar um curso que recebeu, inicialmente, a inscrição de 98 alunos. Atualmente, Dilson promove essas seletivas pelo Brasil todo e continua a descobrir novos talento para o mundo fashion. Acompanhe o bate-papo do scouter com a reportagem do  Shopping News:

Como funciona o trabalho de descobrir novos talentos para a moda? Como você começou com isso? 

Faz 28 anos que eu estou no mercado e tudo começou no Rio Grande do Sul.  Sou de uma cidade que se chama Horizontina, que hoje é conhecida por ser a terra da Gisele Bündchen. Comecei com cursos, daí surgiram algumas modelos como Gisele, Alessandra Ambrósio, Carol Trentini, e durante 21 anos atuei apenas no Sul. Há sete anos atuo  em São Paulo e agora estou em todo o País. Felizmente, com bons resultados, como a Thairine Garcia, que é de São Paulo, e a Daiane Sodré, da Bahia.

Como é o processo de seleção que você faz nas cidades?

Trabalho da seguinte forma: faço seletivas com todos que tiverem interesse, entre 17 e 25 anos, e a minha equipe seleciona aqueles que têm potencial para a carreira de modelo. Depois, eles passam por um treinamento em que é feito uma nova seletiva. A última etapa é  um evento de três dias, que se chama Convenção de Modelos, durante os quais há vários palestrantes, que falam sobre mercado de moda, sociólogos, como o pai da Gisele (Valdir Bündchen), e a avaliação de 12 a 15 agências nesse evento.

E para a avaliação das modelos? Você acompanha ou tem uma equipe para esse papel?

Quem faz a primeira etapa é minha equipe, que avalia a fotogenia dos candidatos, faz um teste de vídeo, foto, tira as medidas. E o objetivo desse trabalho é descobrir modelos comerciais e fashions; quando comercial, é para publicidade, e fashion, para campanha de moda, para passarela.

E quais são os requisitos básicos para ser bem-sucedido nessa carreira de modelo?

Eu defino em duas palavras: talento e atitude. Mas talento o que é? É fotografar bem, é interpretar, desfilar, ter talento para essa área. E atitude é ter disciplina pessoal, profissional, ter determinação, disposição e, principalmente, foco em resultado. É isso que precisa ter para se chegar ao sucesso.

Hoje a maioria das adolescentes sonha em ser modelo. O que você acha que as atrai, a profissão ou o glamour?

Sinceramente, acho que 90% entram nessa área pelo glamour e pela fama. Depois que você entra no mercado, vê que é uma profissão, regulamentada por lei desde 78, e os brasileiros são muito valorizados no mercado internacional. Não deixa de ser um negócio, como qualquer outra profissão. O glamour e a fama são consequência de um bom trabalho.

Você consegue ver alguma diferença entre as meninas de hoje e as da época da Gisele?

Na época que eu descobri a Gisele, em 1994, nós não tínhamos o acesso à informação que se tem hoje. A Internet estava no começo, assim como o uso dos celulares. De lá para cá, o que mudou muito foi o acesso à informação. Isso é fundamental para quem quer ser modelo, buscar informações, pesquisar, tanto a candidata à modelo, quanto seus pais, é muito importante para não cair em armadilhas. É um mercado sério, mas como em qualquer outra área, tem gente que não trabalha de forma séria.

E o mercado brasileiro? O que mudou nesse tempo?

Acho que o mercado só melhorou de lá para cá. Hoje, o Brasil é visto como um grande exportador de modelos para o mundo e temos grandes tops que representam o País no mercado internacional. Uma coisa importante, que infelizmente acontece no Brasil, é que as pessoas generalizam e falam que tudo é modelo. Queria deixar  claro que dançarina é dançarina e garota de programa é garota de programa, são coisas totalmente diferentes. A maioria das pessoas generaliza, acho que falta informar um pouco mais sobre isso.

Temos várias brasileiras que fazem muito sucesso pelo mundo afora. Qual o grande diferencial dessas meninas? É só questão de corpo, é o carisma...?

O Brasil tem uma grande miscigenação, então saem mulheres belíssimas e homens de grande talento. Além disso, tem a sensualidade da mulher brasileira, um diferencial.

Você apontaria um nome para ser a sucessora de Gisele Bündchen?

Um grande nome, que é uma menina de 15 anos, está superbadalada e já é uma top  é o da Thairine Garcia, do interior de São Paulo.

Quais são as principais dicas que você dá para quem quer iniciar nessa carreira?

Uma dica fundamental é pesquisar, ir em busca de informações e, no momento que ingressar no mercado, ver isso como uma profissão e focar em resultados.

Alessandra Gardezani

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