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O setor industrial ainda está se desenvolvendo no Brasil em inovação, a chamada indústria 4.0. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 43% das empresas nacionais não identificam quais tecnologias têm potencial para alavancar a competitividade do segmento industrial.

Mas segundo o CEO da 100 Open Startups, plataforma que atua como uma ponte entre as startups e as grandes companhias, Bruno Rondani, as grandes companhias não têm outro cenário a não ser o de investir em inovação aberta. “Há uns quatro ou cinco anos, esse pensamento de abraçar ou não uma startup era muito comum. Hoje, isso não acontece mais, é um movimento natural exigido pelo mercado.”

Entretanto, na visão dele, a cultura empreendedora não estar totalmente difundida no País. “As pessoas precisam se interessar mais por investir e por começar uma empresa. Não adianta esse apoio ser somente das grandes companhias”, explica.

A análise ocorre após a divulgação do levantamento divulgado pela CNI sobre as dez empresas nascentes que mais estão criando e consolidando tendências em indústria 4.0 neste ano.

Essas empresas nascentes têm contribuído, principalmente, com soluções para otimizar as etapas produtivas nas fábricas. Também para diminuir os custos dos processos, de acordo com o documento.

O ranking, da 100 Open Startups, é realizado desde 2016 e, desde então, já ajudou a consolidação de mais de sete mil contratos entre startups e grandes empresas.

Rondani considera que o ecossistema brasileiro de startups tem crescido exponencialmente, com mais investimentos e mais interação entre as grandes companhias e as nascentes.

De acordo com o CEO, mesmo que em níveis diferentes de maturidade, todos os setores industriais estão passando por uma transformação digital.

Ranqueadas

A primeira que entrou para a lista foi a Guiando, da área de telecomunicação. A startup criou uma tecnologia que visa a diminuição de gastos com telecom, impressão, licenças de software e Facilities.

Outra que está entre as ranqueadas é a Ubivis, que desenvolveu um sistema de internet das coisas (IoT) para coleta e troca de dados e análise cognitiva para o aprendizado de máquinas.

Em terceiro figura a Intelup, que recebe dados das linhas de produção e permite uma análise em tempo real de todo o cenário.

Na sequência, está a QualityStorm, que utiliza um software para inspeções de qualidade, controle de processos e para tarefas administrativas.

A Vidya Techology também está entre as ranqueadas. A empresa produz softwares, hardwares e presta serviços contra a corrosão em ambientes industriais.

No sexto lugar está a Phi Innovations, que desenvolve softwares para análise de dados de companhias industriais.

Outra presente na lista é a Beenoculus, que produz tecnologias de realidade virtual e aumentada. Em seguida a startup Órbita Engenharia, que produz tecnologias de inteligência artificial e visão computacional.

Além destas, estão presentes no ranking a Tau Flow, que prevê possíveis acidentes por meio de simulação 3D, e a Virturian, responsável pelo monitoramento de motores industriais.